• Projeto Pedagógico


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    • Abstract: curta duração em Bovinocultura e Administração Rural. Em 1981, foram encerradas as atividades dos cursos superiores de curta ... Inicialmente concebido com o nome de Administração Rural e. Cooperativismo, conforme Portaria NCA-004/2006, o ...

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE
MINAS GERAIS
CAMPUS REGIONAL DE MONTES CLAROS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Projeto Pedagógico
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
MONTES CLAROS – MG
2008
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Prof. RONALDO TADÊU PENA
Reitor
Profª. HELOÍSA MARIA MURGEL STARLING
Vice-Reitora
Prof. MAURO MENDES BRAGA
Pró-Reitor de Graduação
Profa. CARMELA MARIA POLITO BRAGA
Pró-Reitora Adjunta de Graduação
ADMINISTRAÇÃO - CAMPUS REGIONAL DA UFMG EM MONTES
CLAROS:
Prof. ROGÉRIO MARCOS DE SOUZA
Diretor
Prof. ERNANE RONIE MARTINS
Vice-Diretor
1
Missão do Campus
Regional da UFMG em
Montes Claros
Realizar ensino, pesquisa e
extensão de qualidade,
formando recursos humanos
capazes de exercer a cidadania e
de promover o desenvolvimento
sustentável do semiárido
brasileiro.
ELABORAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – MONTES CLAROS/MG:
Prof. Delacyr da Silva Brandão Junior
ICA/UFMG [email protected] - Tel 38-2101-7765
Prof. Luiz Arnaldo Fernandes
Prof. Regynaldo Arruda Sampaio
2
SUMÁRIO
1 - APRESENTAÇÃO .................................................................................... 4
2 – O CAMPUS REGIONAL DE MONTES CLAROS .................................... 6
3 - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ...................................................... 7
4 – RAZÕES PARA CRIAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO NO
ICA...................................................................................... ................. 9
4.1 - Justificativa para implantação do curso no ICA/UFMG ...................... 9
4.2 - Similaridade na formação do Administrador do profissional
formado em ciências agrárias..................................................... ......... 12
4.3 - Objetivos ........................................................................................... 12
5 – IDENTIFICAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO............................. 14
5.1 – Finalidade e Relevância .................................................................... 14
5.2 – Perfil Profissional .............................................................................. 15
5.2.1 – Capacitação Profissional ...................................................... 15
5.2.2 – Legislação Ética e Profissional ............................................. 16
5.3 – Estratégias para atingir o perfil profissional desejado ....................... 17
5.4 – Mercado de Trabalho ........................................................................ 19
5.5 – Amparo Legal .................................................................................... 20
6 – PROPOSTA CURRICULAR ..................................................................... 20
6.1 – Caracterização Geral ....................................................................... 20
6.2- Funcionamento do Curso..................................................................... 26
7 – PROPOSTA DE AVALIAÇÃO DO CURSO .............................................. 27
7.1 – Processo de avaliação .................................................................... 27
7.1.1 – Avaliação interna ................................................................... 28
7.1.2 – Avaliação externa................................................................... 29
7.1.3 – Reavaliação............................................................................ 29
3
1. APRESENTAÇÃO
No Brasil, a atuação quantitativa e qualitativa de profissionais
especializados na área de Ciências Agrárias é fundamental para potencializar e
otimizar o aproveitamento econômico dos recursos naturais de forma
comprometida com a sustentabilidade. Cada vez mais o aproveitamento e o
estímulo à produção agropecuária, a regularização do abastecimento e a
competição no mercado internacional, além da necessidade de conservação do
meio ambiente, demandam a formação de profissionais nessa área.
Vale ressaltar que nos espaços geográficos menos desenvolvidos, essa
atuação se faz ainda mais necessária de modo a reverter o quadro de
subdesenvolvimento e de degradação da natureza. Para essas regiões, a
preocupação desses profissionais assume maior importância ao se considerar
que sua economia está assentada na produção agropecuária e nas
perspectivas que este setor apresenta para as exportações e geração de renda
no Brasil.
A Região Norte Mineira apresenta, em sua trajetória histórica, uma forte
ligação com o Nordeste: sua ocupação, seu povoamento, as ligações inter -
regionais, tudo isso aponta para uma continuidade entre ambos. A marcar essa
trajetória histórica está o fenômeno das secas, que, periodicamente, lança o
homem do Norte de Minas, assim como seus irmãos nordestinos, numa luta
pela sobrevivência. A economia, por sua vez, embora tenha incorporado
benefícios trazidos pelos órgãos governamentais, ainda se ressente da
ausência de capitais, da falta de padrão tecnológico regional, da má
distribuição e de níveis insatisfatórios de renda, além de outros fatores.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vislumbra a
potencialidade agropecuária do Norte de Minas Gerais já há bastante tempo.
Em 1964, foi criado o Curso Técnico em Agropecuária pela UFMG, com os
objetivos de atender à demanda dos produtores rurais e oferecer ensino
técnico de qualidade para a região. Entretanto, devido à imensa carência de
profissionais das Ciências Agrárias com formação voltada para a problemática
regional, somente a existência de um curso técnico em Agropecuária mostrou -
4
se insuficiente. Assim, em 1998, surgiu o Curso de Agronomia da Universidade
Federal de Minas Gerais, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento
científico e tecnológico da região. A implantação do curso em Montes Claros foi
o primeiro passo da aplicação da política de interiorização da Universidade de
Minas Gerais no Estado.
Com a consolidação do curso de Agronomia e devido ao perfil
agropecuário da região do Norte de Minas, que ainda apresenta uma pecuária
extensiva com baixos índices de produtividade, a Universidade Federal de
Minas Gerais implantou em 2005 o curso de Graduação em Zootecnia; o qual
vem somar esforços, junto ao diversos segmentos da sociedade, para gerar
tecnologias que atendam às reais necessidades dos produtores rurais.
O Curso Superior em Administração que está sendo proposto para o
Campus Regional em Montes Claros, cumpre as exigências legais vigentes e
atende às “Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em
Administração”, contemplando a FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR.
O curso proposto buscará a formação de um profissional com sólida
base de conhecimentos científicos que, dotado de consciência ética, política,
com visão crítica e global da conjuntura econômica, social e cultural possa
atuar de forma regional, bem como no Brasil e no Mundo. Para tanto, o referido
curso ajusta-se as atuais tecnologias para a agropecuária moderna, atende as
questões ambientais e está programado, também, para atender às
peculiaridades das regiões de clima semiárido e de cerrado brasileiro, bem
como à agroindústria e a pequenos produtores rurais.
Dessa forma, a Universidade Federal de Minas Gerais amplia a sua
relevante função político-social perante a sociedade e mais uma vez interioriza
sua atuação no Estado de Minas Gerais.
5
2 . O CAMPUS REGIONAL DE MONTES CLAROS
O Campus Regional da UFMG em Montes Claros está inserido em uma
fazenda-escola, localizada a 7 km do centro da cidade, com uma área de
232,32 ha. Ainda, nessa Unidade funciona o Colégio Agrícola Antônio Versiani
Athayde, criado pela lei n° 4.323, de 11/04/64, tendo sido incorporado à UFMG
pelo decreto n° 63.416, em 1968.
Por Portaria do Reitor nº 768, de 18/09/75, foi instituído o Instituto de
Tecnologia em Ciências Agrárias, para implantação dos cursos superiores de
curta duração em Bovinocultura e Administração Rural.
Em 1981, foram encerradas as atividades dos cursos superiores de curta
duração, sendo reativado o ensino de 2º grau para formação de técnicos em
agropecuária.
Em 1987, por decisão do Conselho Universitário, o Instituto de
Tecnologia em Ciências Agrárias de Montes Claros passa a ser denominado
Núcleo de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais e,
incluído no Estatuto da Universidade, como Unidade Especial, vinculada à
Reitoria, conforme publicação no Diário Oficial de 06/06/89. Pela resolução
complementar de 15/05/2008 passa a ser denominado Instituto de Ciências
Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais e, incluído no Est atuto da
Universidade, como Unidade Acadêmica.
O Curso de Graduação em Engenharia Agronômica foi criado em
28/05/1998, por meio da Resolução do Conselho Universitário nº 04/98, e o de
Zootecnia em 16/09/2004, pela Resolução do Conselho Universitário nº
09/2004.
O ICA tem oferecido, desde o início de 1990, alguns cursos de
especialização na área agropecuária e ambiental, com destaque para o Curso
de Especialização em “Recursos Hídricos e Ambientais”, oferecido anualmente
com o intuito de capacitar recursos humanos nesta importante área do
conhecimento. A experiência adquirida no ensino de Pós-Graduação Lato
Sensu ao longo deste tempo foi importante para o planejamento e elaboração
de um projeto de Pós-Graduação Stricto Sensu que atendesse à enorme
6
demanda existente, principalmente para atuação em ambientes de semiárido.
Neste sentido, foi implantado em 2006 o Curso de Mestrado em Ciências
Agrárias com área de concentração em Agroecologia.
A estrutura acadêmica do ICA constitui-se dos Colegiados de Graduação
de Agronomia e Zootecnia e de Pós-Graduação, e pelos Setores de Ciências
Básicas, Zootecnia e Fitotecnia, os quais desenvolvem, além das atividades de
ensino, inúmeras atividades de pesquisa e extensão.
3. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
A região está incluída no Polígono das Secas, na área mineira da
SUDENE, hoje ADENE, o que logrou uma política diferenciada,
implementadora de incentivos que propulsionassem a região rumo ao
desenvolvimento, resultando em benefícios tangíveis que aos poucos, vão
consolidando o Norte de Minas como região de possibilidades comparáveis ao
restante do país, embora ainda apresente baixos índices de desenvolvimento
humano.
A região localiza-se entre os paralelos de 14 o e 18 o de latitude sul e os
meridianos de 41 o e 46 o a oeste de Greenwich. Apresenta a maior extensão
no sentido leste-oeste, com uma distância angular de 4 o 30´15” e 480 km de
distância linear, e na direção norte-sul sua maior distância angular é de
aproximadamente 4 o e a maior distância linear de ordem de 420 km. Limita-se
ao norte com o Estado da Bahia, ao sul em grande parte com rio
Jequitinhonha e com os municípios de Joaquim Felício, Buenópolis, Augusto
de Lima, Corinto, Barreiro Grande e São Gonçalo do Abreu; a oeste com os
municípios de João Pinheiro, santa Fé de Minas, São Romão, Arinos,
Formoso e com o rio São Francisco; a leste com os municípios de
Comercinho, Itinga, Coronel Murta e com o Estado da Bahia. Compreendendo
55 municípios, com 120.701 km2, correspondendo a 20,6% da área total do
estado. Nessa região a agropecuária absorve 61% da população
economicamente ativa.
7
A rede hidrográfica da área é composta por partes de três bacias, que
são as do rio São Francisco, Pardo e Jequitinhonha. O rio São Francisco
destaca-se como o mais importante da rede hidrográfica da área, percorrendo-
a em direção sul-norte e recebendo importantes afluentes em suas margens. O
segundo sistema apresenta como rio mais importante o Jequitinhonha, que
ocorre no limite da área a sudeste, e o terceiro sistema é constituído pelo rio
Pardo e seus afluentes, sendo o percurso deste rio de direção oeste -leste,
penetrando no Estado da Bahia.
A temperatura média anual da região varia entre 20 e 24 oC, sendo as
maiores temperaturas verificadas no vale do São Francisco e às menores nos
municípios de Grão Mogol e Cristália. As temperaturas mais elevadas ocorrem
no mês de outubro e as mais baixas no mês de julho, sendo a precipitação
anual média, em toda área, variável entre 750 a 1.250 mm.
A região Norte de Minas apresenta em maior extensão formações
geológicas de origem metassedimentar. As diversas formações da área,
cronologicamente, se situam desde o Pré-cambriano até o Haloceno,
destacando-se, por sua maior extensão, aquelas atribuídas ao Pré-cambriano
A (Grupo Bambuí) e ao Cretáceo (Formação Urucuia e Areado), além de
recobrimentos referidos provavelmente ao Terciário.
Quanto à vegetação, as principais formações encontradas na região são:
Cerrado e formações afins, Caatingas, Florestas (caducifólia, subcaducifólia,
caducifólia de várzea e subcaducifólia de várzea e perenifólia de várzea com
buriti), Formações lenhosas de transição (Floresta/Caatinga, Floresta/Cerrado
e Cerrado/Caatinga), Campo de várzea e Formações rupestres. Os Cerrados
são o bioma característico da região, sendo o nascedouro de 6 das 8 maiores
bacias hidrográficas do continente sul-americano, como a do Vale do São
Francisco, considerada “caixa d’água” continental.
Os fatores climáticos da região determinam uma paisagem física e
humana marcada pelo atraso econômico, em relação às d emais regiões do
Estado.
8
A participação da agropecuária tem sido decisiva na economia regional,
segundo dados do IBGE: no município de Montes Claros, antes da virada do
milênio, o valor da produção agrícola, entre 1995 e 1996, foi estimado em cerca
de 30 milhões de reais; em todo o Norte de Minas, o valor das cabeças (suínos,
aves e bovinos), abatidas somavam aproximadamente 10 milhões de reais; e a
produção leiteira foi estimada em 188 milhões de litros, sendo um dos
principais produtos regionais. Vale destacar que a pecuária tem sido a
atividade que mais contribui para o valor da produção do setor primário
regional. No entanto, a principal atividade pecuária da região tem sido a
bovinocultura de corte extensiva, com baixos índices de produtividade.
4. RAZÕES PARA CRIAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO NO ICA
4.1. Justificativas para a implantação do curso no ICA/UFMG
1 - Curso
- O curso priorizará o atendimento à demanda do mercado de trabalho
das regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais, sem excluir as demais
regiões do país;
- Atendimento à demanda de formação técnica-científica mais ampla do
profissional;
- Formação de um profissional com maior competência não apenas na
área técnica, mas também nas áreas conceitual e humana.
2 - Institucionais
- Apresenta uma estrutura curricular articulada com as áreas de ensino
em nível de pós-graduação, pesquisa e extensão do Instituto de Ciências
Agrárias (ICA) da UFMG;
9
- Provê oportunidades para integração com outros cursos de graduação
do ICA-UFMG e outras Instituições de Ensino Superior nas atividades de
ensino, pesquisa e extensão;
- Contribui com recursos humanos e conhecimentos para a
administração institucional e outras entidades e órgãos de apoio;
- Compõe, juntamente com os outros cursos, a estrutura de ensino,
pesquisa e extensão do Instituto de Ciências Agrárias - UFMG,
contribuindo para a sua concepção como Instituição de Ensino Superior,
sua manutenção, e seu potencial de desenvolvimento.
A maior parte dos municípios do norte de minas é de pequeno
porte e a economia local baseia-se nas atividades agropecuárias e
extrativistas, com destaque principalmente para a agricultura familiar. Em
razão de sua constante descapitalização, agravada principalmente pela
falta de políticas públicas voltadas para o setor, as pequenas e médias
propriedades rurais têm se mostrado pouco viáveis do ponto de vista
econômico. Como consequência deste fato, tem ocorrido
sistematicamente o êxodo rural e o aumento progressivo da população e
de desempregados nos grandes centros urbanos.
Em razão da dificuldade de acesso e da falta de tecnologias mais
adaptadas, são poucos os ganhos obtidos pelos pequenos e médios
produtores rurais em suas propriedades. Entretanto, no que pese os
efeitos adversos da falta de maiores investimentos neste setor, a adoção
de estratégias que privilegiem a diminuição de custos para a
maximização dos lucros pode garantir a sobrevivência e permanência
destes agricultores no campo. É necessário para isto um melhor
conhecimento dos mercados; planejamento a curto, médio e longo prazo;
orientação para a produção de produtos diferenciados que minimizem os
riscos de perda; controle rigoroso dos gastos para conhecimento real do
lucro obtido; comparativos de um ano para outro, dentre outras medidas.
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É importante lembrar que uma pequena ou média propriedade rural é
uma atividade econômica como outra qualquer e deve ser conduzida de
fato como uma empresa. Portanto, considerando a alta competitividade
do mercado agrícola, o sucesso dos pequenos e médios produtores
rurais do norte de minas vai depender da forma como se organizam e
administram os seus sistemas de produção.
Diante do exposto, a formação de recursos humanos em nível de
graduação em Administração com Formação Complementar Aberta
proporcionará aos produtores rurais, desta região, o adequado apoio
técnico para a organização física e financeira da propriedade, além de
maior segurança na tomada de decisões. A sua atuação será no sentido
de planejar, organizar, supervisionar e comandar, proporcionando à
empresa rentabilidade com menor custo, assegurando produtividade,
qualidade e a satisfação do produtor rural. Também, será importante
para o gerenciamento dos sistemas agroindustriais e para desenvolver
ações de inter-relação entre os elos das cadeias produtivas, além de
estimular práticas de associativismo e cooperativismo na agricultura do
norte de minas.
Além da importância estratégica para a região da implantação do
Curso de Administração, vale ressaltar a contribuição deste curso para
uma maior inclusão social, uma vez que o seu funcionamento será
noturno, facilitando o acesso à universidade das pessoas que trabalham
durante o dia. Também, ocupará enorme espaço físico ocioso (sala de
informática, salas de aulas, laboratórios etc), utilizado somente no
período diurno em razão do funcionamento dos cursos de agronomia,
zootecnia e técnico em agropecuária. Somado ainda a contribuição para
a consolidação dos cursos de graduação já existentes, podem-se
considerar a implantação do curso citado de excelente custo/benefício
para a UFMG.
11
4.2. Similaridade na formação do Administrador e do profissional formado
em ciências agrárias
O Curso de Administração além das disciplinas específicas do
Curso de Administração, conforme as Diretrizes Nacionais para os
Cursos de Administração, contemplará disciplinas comuns aos Cursos de
Ciências Agrárias. O Curso de Administração permite melhor
aproveitamento dos recursos humanos e de infra-estrutura, minimizando
os custos de implantação e condução e maximizando os recursos que
serão alocados para os Cursos.
O profissional formado terá conhecimento de toda a cadeia
produtiva e será capaz de promover a eficiência e a eficácia dos
resultados da empresa rural, em favor do processo global de
desenvolvimento econômico e do bem estar social. Planejar, organizar,
dirigir e controlar a empresa rural nas dimensões de produção,
industrialização e comercialização agropecuária.
4.3. Objetivos do curso
A realização das finalidades propostas para o curso dar-se-á por meio
do processo ensino-aprendizagem que valorize competências e desenvolva
habilidades para a atuação do profissional. Para tanto, tem-se os seguintes
objetivos:
 Formação de profissionais com senso de cidadania ampliado pelo
exercício acadêmico, voltando-o para reflexões críticas de natureza
humana, social, ambiental, e organizacional, aplicáveis às organizações
e instituições do espectro de atuação do profissional;
 Construção de competências e habilidades para trabalhar em estudos
administrativos, organizacionais, estratégicos, qualitativos e
quantitativos, tais como: gestão da produção e serviços, recursos
humanos, comercialização e marketing, finanças, gestão tecnológica,
12
ambiental, comércio exterior, gestão da informação, e suas
metodologias, todos aplicáveis às organizações e instituições do
espectro de atuação do profissional;
 Habilitar o profissional para trabalhar nas áreas sociais, econômicas,
políticas, culturais, relações internacionais, investigação científica, e
suas metodologias, aplicáveis às organizações e instituições do espe ctro
de atuação do profissional;
 Capacitação em economia, mercado, finanças, administração,
contabilidade e pesquisa operacional e aplicações de práticas modernas
de gerenciamento, controle do agronegócio e cooperativismo;
 Formação de profissionais capazes de gerirem e atuarem na produção,
comercialização, importação, exportação e industrialização de produtos
agropecuários além de atuarem com eficiência no segmento de
produção, distribuição e comercialização dos insumos necessários a
atividade agropecuária;
 Apoiar e reforçar iniciativas cooperativistas no plano da promoção
humana e da transformação das estruturas sociais e gerenciar e
assessorar cooperativas e Organizações Não-Governamentais (ONGs)
e exercitar a temática do empreendedorismo;
 Desenvolver no profissional a habilidade de expressão e comunicação
com seu grupo de trabalho, de cooperação, trabalho em equipe, diálogo,
exercício da negociação e de comunicação interpessoal;
 Fornecer ao aluno embasamento sobre características de
comercialização e produção agropecuária; compreender o
comportamento da oferta e da demanda buscando desenvolver
estratégias de comercialização e sobre a influência dos preços na
produção e consumo;
 Formação de profissionais habilitados a capacitar comunidades rurais
em metodologias e instrumentos participativos de diagnóstico,
planejamento e gestão social de organizações comunitárias;
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 Habilitar o profissional para trabalhar nas áreas sociais, econômicas,
políticas, culturais, relações internacionais, investigação científica, e
suas metodologias;
 Proporcionar a capacitação para lidar com temas transversais, tais
como: gênero, transculturalismo, globalização da economia,
desenvolvimento, qualidade de vida no trabalho, entre outros.
5. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
5.1. Finalidade e Relevância
O Curso de Administração do ICA-UFMG visa formar profissionais (título
de Bacharel em Administração) qualificados para criar, manter e melhorar os
processos de gestão em organizações públicas e privadas (com ou sem fins
lucrativos) nas diversas áreas do Agronegócio. Para tanto, é necessário
proporcionar oportunidade para desenvolver capacidade de raciocínio abstrato
que reflita a heterogeneidade das demandas sociais, que pense e repense o
contexto geral dos negócios, renove continuamente suas competências em um
processo de aprendizado contínuo e que seja comprometido com a sociedade
e com o ambiente das futuras gerações, valorizando princípios éticos e de
cidadania. A consecução bem sucedida desta proposta levará também ao
fortalecimento da instituição universitária.
O profissional formado estará capacitado para atuar em toda a cadeia
agroindustrial, de forma liberal ou não, objetivando aumentar a eficiência do
mercado de insumos agropecuários, da produção agropecuária e do
processamento industrial. Terá capacitação para atuar, também, nas relações
agroindustriais, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir
modificações ao longo da cadeia, atuar preventivamente, transferir e gerar
conhecimentos. Desenvolverá sua habilidade para resolver problemas e
enfrentar situações de imprevisibilidade, incerteza e instabilidade, usando
raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores, formulações
14
matemáticas para estabelecer relações formais e causais entre fenômenos e
para se expressar de modo crítico diante dos diferentes contextos
organizacionais e sociais.
O curso será enriquecido com uma variedade de atividades
complementares que incluem estágios, visitas técnicas, seminários e
acompanhamento da formação do futuro profissional.
5.2. Perfil Profissional
5.2.1. Capacitação Profissional
O Curso de Administração deverá formar um profissional com sólida
base de conhecimentos científicos que, dotado de consciência ética, com visão
crítica e global da conjuntura econômica, social, política e cultural da região
onde atua, do Brasil e do Mundo, esteja preparado para:
I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar
estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar
preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em
diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão;
II - desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício
profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações
interpessoais ou intergrupais;
III - refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo
sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e gerenciamento;
IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e
formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre
fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando -
se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e
sociais;
V - ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e administrativa,
vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da qualidade e das
implicações éticas do seu exercício profissional;
15
VI - desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da
experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de atuação
profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se profissional
adaptável;
VII - desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar projetos
em organizações; e
VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e
administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais,
organizacionais, estratégicos e operacionais.
No processo de elaboração e desenvolvimento do plano cur ricular, será
evidenciada a importância da ação pedagógica capaz de possibilitar a
formação de profissionais sensíveis às questões sociais e ao exercício da
cidadania. Nesse sentido, a prática pedagógica e os projetos elaborados
deverão contemplar na sua essência, o aprimoramento das competências
técnicas políticas e pedagógicas.
5.2.2. Legislação e Ética Profissional
 Proporcionar aos estudantes os conhecimentos de legislação
profissional brasileira, indispensáveis ao exercício da profissão.
 Habilitar os estudantes à interpretação da legislação brasileira e à
prática profissional.
 Orientar os estudantes para a compreensão e importância da adoção de
procedimentos relativos à conduta para o exercício da profissão face à
ética profissional, conforme disposto na Resolução Normativa do
Conselho Federal de Administração nº 253, de 30 de março de 2001,
que institui o Código de Ética Profissional do Administrador.
16
5.3. Estratégias para atingir o perfil profissional desejado
a) Formação de um cidadão em consonância com os preceitos da
cidadania e da ética.
Para tanto, a instituição criará meios para incentivar o aluno, em toda
sua trajetória acadêmica, a adquirir capacidade crítica perante o mundo,
discutindo valores, crenças, ideologias e costumes; aprimorar sua formação
sócio-cultural e enfatizar a noção de responsabilidade e solidariedade coletiva.
Tal objetivo será alcançado principalmente através da prática e da postura de
professores e autoridades educacionais bem como dos conteúdos abordados.
Além disso, outras estratégias serão adotadas e priorizadas, como a
organização de atividades semestrais como palestras, seminários, debates,
visitas a instituições comunitárias, ou seja, atividades que promovam a
discussão de temas éticos ligados à realidade da escola e da sociedade.
b) Formação de profissionais qualificados em consonância com as
exigências do mundo contemporâneo.
As estratégias utilizadas para tal objetivo estão centralizadas
principalmente na organização curricular do curso. As disciplinas optativas
possibilitarão, por um lado, uma maior especialização do aluno na área
escolhida, e, por outro, uma diversificação de saberes necessários à aquisição
ininterrupta de novos saberes. Assim, o profissional terá como principal tarefa
aprender a aprender, e a proposta desta escola é ensiná-lo a aprender e,
portanto, insistir na assimilação da ideia de uma educação permanente. O
profissional será formado conjuntamente com o cidadão, capaz de tomar
decisões e se adaptar sempre a situações renovadas, um sujeito crít ico e
autônomo que deixa de ser apenas um apanágio da cidadania e passa a ser o
fundamento da atividade profissional. Outra estratégia será a realização de
cursos de extensão e de pós-graduação que serão estruturados e oferecidos
17
pela instituição. Os primeiros serão mais constantes, pois poderão ser feitos
concomitantemente com a graduação. Realização de colóquios, fóruns, visitas
técnicas, etc., também serão meios para alcançar este objetivo.
c) Desenvolvimento de trabalhos de extensão para integração com a
comunidade.
A comunidade é percebida pelo Instituto de Ciências Agrárias da UFMG,
como sua principal parceira, pois se acredita que ela possua experiências e
conhecimentos acumulados que somados àqueles produzidos no interior da
instituição poderão promover mudanças sociais de forma participativa e
sustentável. Nesse sentido, as atividades, dentro do possível, serão
desenvolvidas com e para a comunidade, a fim de interferir positivamente na
sua realidade social. Para alcançar tal objetivo, as atividades serão
organizadas a partir das necessidades da comunidade e não a partir do que a
instituição considera mais viável. O Instituto de Ciências já desenvolve algumas
atividades de integração com a comunidade, contando com o apoio financeiro
da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG.
d) Desenvolvimento de atividades de pesquisa e produção de novos
conhecimentos.
Para alcançar tal objetivo, o enfoque principal será a pesquisa, que de
acordo com a missão institucional, estará voltada principalmente para
responder às necessidades específicas da região, que poderão inclusive ser
feitas junto com as atividades comunitárias. As estratégias a serem adotadas
serão:
 Formação de Grupos de Pesquisa, compostos por discentes e
docentes;
 Programas de Iniciação Científica, que além de estimular a pesquisa
entre os discentes, produzem conhecimentos nas várias áreas do curso;
18
 Garantir a formação de pesquisadores e qualificação profissional do
corpo docente através de incentivos à realização de cursos de pós -
graduação ao nível de mestrado e doutorado, também prevista no plano
de qualificação e carreira.
e) Trabalhar o tempo escolar do aluno para que transcenda a sala de aula.
Com tal objetivo, pretende-se tornar o tempo escolar do aluno mais
produtivo. Para isso, seu tempo será programado de forma a permitir maior
flexibilidade. Outras atividades acadêmicas complementares como estágios,
projetos de extensão, seminários extra-classe, participação em eventos
científicos, cursos de extensão, etc., que ocorrem fora do ambiente escola r, em
várias modalidades serão reconhecidas, supervisionadas e homologadas pela
Coordenação do curso.
5.4. Mercado de Trabalho
O Norte de Minas Gerais tem vocação para a exploração agropecuária,
bem como a industrialização dos seus produtos, tendo a participação decisiva
desse setor na economia regional. É importante destacar que a região
apresenta inúmeros projetos de desenvolvimento agropecuário, como os que
se seguem: Projeto Jaíba, Projeto Gorutuba, Projeto de Irrigação do Estreito
em Espinosa, Projeto de Irrigação em Pirapora, Agroindústria em Itacarambi,
Projeto Agrícola em Rio Pardo de Minas, Projeto de Fruticultura, Cereais e
Agroindústrias em Taiobeiras, Projeto de Fruticultura, Cereais e Criações em
Januária, diversos assentamentos rurais e Programas Governamentais de
Incentivos ao Setor Agropecuário, por meio da SUDENE e SUDENOR.
Além da orientação técnica e serviços de extensão rural a produtores e
empresas, o Administrador atua no desenvolvimento de pesquisas, tanto em
órgãos governamentais quanto na iniciativa privada. Trabalha também na
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direção de instituições de ensino e como professor em disciplinas ligadas à
administração, em Universidades e no Ensino Técnico. Há, portanto, demanda
de profissionais qualificados em empresas públicas e privadas, além daqueles
capacitados para gerir seus próprios empreendimentos.
5.5. Amparo Legal
Inicialmente concebido com o nome de Administração Rural e
Cooperativismo, conforme Portaria NCA-004/2006, o curso passa a ser
denominado apenas Administração em razão do estabelecido pelas Diretrizes
Curriculares Nacionais em seu art. 2° §3°.
A profissão de Administrador ampara-se no Decreto Presidencial n.º
61.934, de 22 de dezembro de 1967, que dispõe sobre a regulamentação do
exercício da profissão de Administrador, de acordo com a Lei n.º 4.769, de 9 de
setembro de 1965.
6. PROPOSTA CURRICULAR
6.1. Caracterização Geral
Nome: Curso de Administração
Modalidade: Bacharelado em Administração
Estrutura Curricular: Formação Complementar Aberta e Formação Livre
Título Conferido: Bacharel em Administração
Regime: Semestral
Turno: Noturno
Turmas: 01
Início de vigência do curso: 2009
Número de vagas no vestibular: 40 com entrada única no primeiro
semestre de cada ano letivo.
Período de integralização: Mínimo – 4 anos Referência – 4,5 anos
Máximo – 7,5 anos
Carga horária total: 3.000 h
Carga horária obrigatória: 2400 (80%)
20
Carga horária optativa: 600 (20%)
Conteúdo para segunda etapa do Vestibular: matemática e geografia
ESTRUTURAÇÃO DO CURSO
O Curso Superior em Administração que está sendo proposto para o
Campus Regional de Montes Claros, cumpre as exigências legais vigentes e
atende a Resolução nº 4, de 13 de julho de 2005, da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação, que institui as Diretrizes
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração,
bacharelado. O programa do curso contempla, temáticas e/ou disciplinas de
extrema importância para a agropecuária moderna, como a biotecnologia, os
problemas de manejo de recursos hídricos e meio ambiente.
O Currículo está organizado para ser desenvolvido em nove períodos
semestrais, com aulas no turno noturno. As disciplinas do plano de estudo
estão dispostas em forma sequencial, com a necessária flexibilidade para
adequar-se às necessidades regionais, com seus problemas específicos. As
disciplinas serão ministradas em aulas teóricas e práti


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